O Sporting atravessou uma verdadeira revolução no ataque durante o mercado de verão. A transferência de Viktor Gyökeres para o Arsenal, avaliada em 65,8 milhões de euros fixos e com a possibilidade de chegar aos 76 milhões mediante objetivos, obrigou Rui Borges e a direção de Frederico Varandas a repensarem a frente ofensiva desde a pré-temporada.
Sem o goleador sueco, que foi peça-chave nas últimas duas temporadas, o clube leonino agiu de imediato para não deixar Conrad Harder como único ponta de lança. A solução encontrada foi a contratação de Luis Suárez, avançado colombiano proveniente do Almería, por 22,1 milhões de euros fixos mais 5,2 milhões variáveis consoante desempenho.
O negócio garantiu não só um substituto de qualidade, mas também um saldo positivo nas contas de Alvalade: mais de 40 milhões de euros líquidos permaneceram disponíveis para eventuais investimentos. Esse fôlego financeiro dá margem para reforçar outras posições, caso o mercado volte a oferecer oportunidades estratégicas.
Apesar das especulações em torno de nomes como Yeremay, do Deportivo, tudo parecia indicar um fecho tranquilo da janela de transferências. Contudo, a situação deu nova reviravolta: Conrad Harder passou a despertar interesse de vários clubes europeus. O dinamarquês, que perdeu espaço com a chegada de Suárez, estaria disposto a ouvir propostas, deixando em aberto um possível novo movimento no mercado leonino.
Com estas mudanças, o Sporting mostra capacidade de adaptação e uma estratégia que combina equilíbrio financeiro e competitividade desportiva, fatores essenciais para manter-se na luta pelos títulos nacionais e internacionais.